Está a planear visitar El Hierro em 5 dias? Uma excelente escolha! Esta ilha, a mais isolada do arquipélago das Canárias, reúne numa superfície modesta uma variedade notável de paisagens: florestas de loureiros, falésias escarpadas, campos de lava e fundos marinhos excepcionais. Fomos conquistados pela sua autenticidade e pela ausência de turismo de massas.
Neste artigo, propomos-lhe um itinerário organizado por zonas geográficas para otimizar a sua viagem e aproveitar ao máximo os seus 5 dias em El Hierro.

Esta é uma opinião completamente independente, baseada na nossa própria experiência. Visitámos a região de forma anónima, fazendo as nossas próprias escolhas e pagando as nossas contas na totalidade.
Conselhos práticos para visitar El Hierro em 5 dias
O que pode ver em El Hierro em 5 dias? É suficientemente longo?
Cinco dias permitir-lhe-ão explorar o melhor de El Hierro: miradouros, piscinas naturais, campos de lava, floresta de loureiros e até uma sessão de mergulho ou caminhadas costeiras.
Consulte o nosso guia completo para visitar El Hierro.
Mapas das atracções obrigatórias
Para o ajudar a orientar-se no nosso itinerário abaixo, eis o nosso mapa das principais atracções turísticas de El Hierro:

Para criar o seu próprio itinerário, consulte o nosso artigo sobre as melhores atracções de El Hierro.
Getting around El Hierro
Um carro é essencial para explorar El Hierro. A rede de autocarros é ainda muito limitada e a maior parte dos sítios naturais só são acessíveis de automóvel. Aconselhamo-lo a reservar um automóvel logo que chegue ao aeroporto ou ao porto.
Um veículo de série é adequado para a maioria das estradas. As estradas de montanha são sinuosas e por vezes estreitas, exigindo uma condução cuidadosa, especialmente à noite.

Há tanto para descobrir: não deixe de alugar um carro.
Não é uma ilha muito turística, por isso reserve com antecedência para ter a melhor escolha.

O nosso itinerário ideal: 5 dias em El Hierro
Este itinerário foi concebido por zonas geográficas, a fim de reduzir o número de viagens diárias. Como El Hierro é uma ilha pequena, pode adaptar a ordem dos dias em função do seu alojamento e das condições meteorológicas. Os dias alternam entre a exploração ativa e o relaxamento junto à água.

Os nossos 3 sítios preferidos para ficar em El Hierro:
- Las Puntas, pela paisagem
- Tamaduste, pelas paisagens e piscinas
- Restinga, pelas paisagens e pelo mergulho
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Veja a nossa comparação detalhada dos melhores locais para ficar na ilha (com mapa e fotografias).
Dia 1 – Roque de la Bonanza e Tamaduste
Desça até à baía de Las Playas para admirar o Roque de la Bonanza, um dos locais mais fotografados de El Hierro. Este rochedo vulcânico ergue-se à beira-mar, com um cenário de falésias escuras e águas calmas. Gostámos muito deste lugar. Caminhe ao longo do sopé das falésias para descobrir diferentes vistas da baía e do rochedo. Um verdadeiro favorito!

A baía oferece um ambiente tranquilo para uma pausa contemplativa. Aguarde cerca de 20-25 minutos de carro de Valverde. É possível nadar nas praias, mas a água pode ser agitada, dependendo das condições. Recomendamos que tire pelo menos meio dia para apreciar as vistas sobre a baía, ou faça uma paragem de 30 minutos se preferir ir mais longe.

No início da tarde, dirija-se a Tamaduste, uma pequena aldeia costeira a apenas 10-15 minutos de carro de Valverde. A sua lagoa natural, formada por rochas vulcânicas, é um dos locais preferidos dos habitantes locais para nadar. Apreciámos o ambiente local deste lugar, que é simultaneamente descontraído e autêntico.

Comece com uma caminhada pelo campo de lava, rodeado de vulcões coloridos e com o mar ao fundo. Este é um passeio de ida e volta: caminhe até onde quiser antes de voltar para trás. Recomenda-se o uso de sapatos de caminhada. No regresso, dê um mergulho refrescante na lagoa. A piscina bem protegida oferece águas calmas adequadas para crianças e nadadores principiantes. Prolongue a sua visita fazendo o passeio costeiro ao longo da linha costeira, que oferece vistas ininterruptas do Atlântico e das formações rochosas da costa norte.

Dia 2 – Bosque de La Llanía e Charco Manso
À tarde, continue até à floresta de La Llanía, uma densa floresta de loureiros no coração do parque rural de Frontera. Adorámos a sua atmosfera única: as árvores são antigas, retorcidas pelo vento e muitas vezes envoltas em nevoeiro. Esta floresta primária faz parte de um ecossistema que existiu há milhões de anos em toda a bacia mediterrânica, antes de sobreviver apenas em algumas ilhas da Macaronésia.

Nas proximidades, o vulcão Hoya de Fireba testemunha a atividade geológica da ilha. Existem vários caminhos pedonais sinalizados que partem da estrada. A viagem a partir de Valverde demora 30 a 40 minutos. Não encare o nevoeiro como um obstáculo: é nestas condições que a floresta revela toda a sua intensidade. Pode fazer o circuito completo ou apenas secções da estrada – a floresta, o vulcão – dependendo da sua energia.

A seguir, dirija-se a Charco Manso, uma bacia natural situada na costa norte, num ambiente remoto e selvagem. O seu nome significa literalmente “bacia calma”, apesar de as ondas serem fortes quando lá fomos! Fomos conquistados pela acessibilidade do local a partir do caminho costeiro e pela cor azul profunda da água. Fica a 20-25 minutos de carro de Valverde. O acesso pode ser escorregadio, especialmente na maré alta. Não nade em mares agitados. Traga sapatos de água, água e lanches, pois não há instalações no local.



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Dia 3 – El Golfo: miradouros, La Frontera e Ecomuseo
Passe o dia no vale de El Golfo, no lado ocidental da ilha. Comece no Mirador de Jinama, situado no cume com vista para La Frontera. A partir daqui, pode ver todo o golfo, os seus campos em socalcos e o mar ao longe. Achámos este ponto de vista particularmente revelador para compreender a geografia de El Hierro: a ilha é, na verdade, uma antiga cratera vulcânica, parte da qual se desmoronou no oceano, formando este extraordinário vale.

O panorama pode ser obscurecido se as nuvens estiverem baixas; neste caso, desça a encosta no início da caminhada para admirar as rochas. A descida a pé até El Golfo é possível para caminhantes experientes, mas é muito íngreme!

Continue até ao Mirador de La Peña, provavelmente o ponto de vista mais famoso de El Hierro. Situada a uma altitude superior a 1000 m, tem vista para o golfo e para a sua planície verdejante e fértil. Ficámos impressionados com a dimensão do panorama: de um lado, as falésias escarpadas, do outro, o mar e, num dia claro, as silhuetas de La Palma e Tenerife no horizonte.

Este miradouro alberga um restaurante concebido pelo arquiteto canário César Manrique (1919-1992), uma figura importante da arte e da arquitetura das Canárias. Recomenda-se que faça reserva se quiser comer lá. Uma sala de chá com terraço completa a oferta. A partir de Valverde, demora 15 a 20 minutos; o parque de estacionamento está equipado e o local é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.

No início da tarde, desça ao vale para descobrir La Frontera, a principal cidade da encosta ocidental. Este município tem uma caraterística arquitetónica rara: a sua igreja de Nuestra Señora de la Candelaria está separada da sua torre sineira, o Campanário de Joapira, construído em 1952 sobre uma rocha vulcânica isolada. Recomendamos que suba à torre do sino para ter uma vista de 360° do golfo.

Termine o seu dia no Ecomuseu da Guiné, situado em El Golfo. Este complexo bem preservado inclui uma antiga aldeia pré-hispânica reconstruída e um eco-museu dedicado à cultura dos primeiros habitantes da ilha, os Bimbaches. Considerámos que a abordagem pedagógica é Claire e está bem documentada. O sítio inclui também o Lagartario, um centro de reprodução dedicado ao lagarto gigante de El Hierro (Gallotia simonyi), uma espécie endémica que quase foi extinta no século XX. Alguns indivíduos podem atingir 60 cm de comprimento. Também pode optar por uma visita guiada a um tubo de lava próximo, formado durante erupções antigas, quando a lava à superfície solidifica enquanto o magma continua a fluir por baixo.


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Dia 4 – Las Puntas, caminhadas pela costa e piscinas naturais
Comece a sua manhã em Las Puntas, na costa norte de El Golfo. Este local único é o lar do Hotel Puntagrande, há muito listado pelo Guinness Book of Records como o hotel mais pequeno do mundo, alojado numa antiga casa de pescadores. O Arco de las Mujeres, um arco natural de rocha vulcânica, acrescenta uma dimensão geológica interessante ao sítio. Aproveite para passear à beira-mar, especialmente se o tempo estiver agitado: as ondas a rebentar nas rochas são uma visão de cortar a respiração. Ao longe, pode ver os Roques de Salmor.

Continue com o passeio costeiro de La Maceta, um dos troços mais acessíveis da rede de caminhos da ilha. Gostámos deste passeio pela variedade de paisagens que atravessa: falésias basálticas, enseadas, formações rochosas e vegetação costeira adaptada à maresia. O percurso está sinalizado de um lado para o outro, principalmente em passadiços e caminhos ao longo da lava vulcânica. Reserve cerca de 2,5 a 3 km numa direção, ou 5 a 6 km de ida e volta, para uma caminhada tranquila de 1h a 1h30. A dificuldade é baixa, com poucas alterações de altitude. Desfrutará de belas vistas da costa de El Golfo e, ao longe, dos Roques de Salmor.


No final do seu passeio, dê um mergulho numa das piscinas naturais da zona. Apreciámos particularmente o Charco Azul, cujas águas azuis profundas são filtradas por rochas vulcânicas. Atrai tanto as famílias locais como os viajantes. A descida é feita por uma escada, mas atenção: a água pode ser agitada consoante a ondulação. Não nade se as ondas baterem diretamente nas piscinas.

A zona de La Maceta também alberga várias piscinas naturais, de acesso relativamente fácil e uma boa opção se as suas pernas estiverem cansadas depois de uma caminhada. As águas aqui são geralmente calmas graças à proteção das formações rochosas.

Dia 5 – La Restinga e o sul vulcânico
No caminho para La Restinga (se não estiver hospedado lá), pare no Mirador de Las Playas, que oferece uma vista aérea da baía de Las Playas e do Roque de la Bonanza. Passámos muito tempo ali, atraídos pela verticalidade das falésias e pela profundidade do azul. O miradouro está bem implantado, com muitas árvores e vários ângulos de visão.

No extremo sul, a pequena aldeia piscatória de La Restinga está rodeada de campos de lava negra. Esta paisagem mineral, quase lunar, contrasta fortemente com o azul intenso do Atlântico. Achámos este lugar fascinante pelo que tem a dizer sobre a juventude geológica de El Hierro. A lava aqui é recente e ainda crua, e as formações rochosas têm formas inesperadas. Caminhe ao longo dos campos de lava a partir da aldeia; o terreno é irregular e a rocha vulcânica pode ser afiada, pelo que é essencial usar calçado fechado.

A reserva marinha de La Restinga é reconhecida como um dos melhores destinos de mergulho da Europa. A visibilidade é muitas vezes excecional e a biodiversidade impressionante: tubarões-lixa, raias, moreias, garoupas e uma densa fauna de invertebrados. Vários centros de mergulho oferecem viagens supervisionadas a partir de La Restinga, acessíveis tanto a principiantes como a mergulhadores experientes. A prática de snorkelling a partir da costa também lhe permite vislumbrar este mundo subaquático.

Se o mergulho não o tentar, faça um desvio até às piscinas de Tacoron para se refrescar depois de caminhar pelos campos de lava. Esta zona balnear, não muito longe de La Restinga, é a forma perfeita de terminar este dia vulcânico.

Em direção ao norte, pare no Mirador de las Pernadas, um dos nossos pontos de vista preferidos na ilha. A partir da estrada de cumeada entre San Andrés e Frontera, pode desfrutar de vistas ininterruptas da linha costeira, de um vulcão de cores impressionantes e da aldeia de Tamaduste, mais abaixo. Encontrámos uma serenidade rara neste miradouro.
Alternativa 1: com mais natureza e caminhadas
Se gosta de caminhar, El Hierro é o local ideal para si. A ilha tem mais de 600 km de trilhos marcados que abrangem todos os níveis de dificuldade. Eis algumas sugestões para melhorar o seu itinerário:
- A descida de Jinama para El Golfo: um caminho íngreme que liga o miradouro ao vale, para uma imersão vertical nas paisagens da ilha.
- Circuitos em torno de crateras vulcânicas: vários itinerários levam-no a contornar as formações vulcânicas nas terras altas da ilha.
- Punta de la Sal e Arco de la Tosca: na costa ocidental, este arco natural esculpido na rocha basáltica pela erosão marinha é espetacular. O acesso ao local faz-se por um caminho a partir da estrada; o acesso requer um mínimo de prudência sobre as rochas.
- O cume de Malpaso (1501m): o ponto mais alto de El Hierro, com vistas de toda a ilha num dia claro. O percurso é adequado para os caminhantes que estão habituados à diferença de altitude.
Recomendamos que visite os postos de turismo de Valverde e La Frontera para obter mapas detalhados e guias de caminhada.

Alternativa 2: com mais piscinas naturais e de natação
El Hierro está repleto de piscinas naturais e locais para nadar. Se preferir passar mais tempo a relaxar junto à água, aqui estão algumas outras opções para incluir no seu programa:
- Pozo de las Calcosas: aldeia de casas de pescadores situada no sopé das falésias do norte, acessível apenas a pé (cerca de 30 minutos de descida). Esta aldeia, em grande parte desabitada fora da época estival, tem as suas próprias piscinas naturais de pedra. O sítio recompensa o esforço com um isolamento raro e uma atmosfera intemporal.
- Piscinas de La Caleta: a forma perfeita de relaxar durante o dia.
- Charco Manso: a bacia natural da costa norte, num ambiente selvagem e isolado.
- Lagoa de Tamaduste: ideal para um mergulho em águas calmas.
- Charco Azul: águas azuis profundas filtradas por rochas vulcânicas.
- Piscinas de La Maceta: piscinas ajardinadas de fácil acesso e protegidas por rochas.

Alternativa 3: com mais cultura e património
Se procura uma experiência mais cultural, El Hierro tem uma série de sítios e museus para complementar o itinerário principal:
- Valverde: a única capital insular das Canárias que não se encontra junto ao mar. Situada a mais de 570 m de altitude, apresenta um ambiente tranquilo e uma arquitetura típica das aldeias das Ilhas Canárias. Apreciámos a sua praça central, as suas ruas tranquilas e o seu ambiente de pequena cidade de montanha.

- O farol de Orchilla e o antigo meridiano: situado no extremo sudoeste da ilha, este farol está repleto de história. Desde o século XVII até 1884, o meridiano internacional de referência passou por El Hierro, antes de ser transferido para Greenwich por convenção internacional. Uma estela assinala atualmente este local. O acesso é feito através de um trilho, apenas por veículo adaptado ou a pé.
- As ermidas da ilha: El Hierro tem várias ermidas espalhadas pelo campo e pelas florestas. A Ermida de Nuestra Señora de los Reyes, a oeste, é a mais venerada: alberga a padroeira de El Hierro e está no centro de uma peregrinação tradicional.

- Mocanal e o seu museu ao ar livre: esta pequena aldeia no norte da ilha, na estrada entre Valverde e a costa, merece uma visita. Os painéis informativos ao longo do caminho criam um percurso original. Nas proximidades, a Ermita San Pedro, uma pequena capela rural de arquitetura sóbria, integra-se harmoniosamente na paisagem circundante.
- O Museu do Vulcanismo: ligado à erupção submarina de 2011, este museu reconstitui a história geológica da ilha de uma forma acessível. A última erupção, que durou vários meses e criou uma nova zona de lava perto de La Restinga, está bem documentada. O museu está aberto a todos.

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O que precisa de saber para a sua estadia em El Hierro
O tempo em El Hierro
El Hierro goza de um clima subtropical oceânico ameno durante todo o ano. As temperaturas variam entre 18°C e 26°C consoante a estação do ano. No entanto, o relevo cria fortes variações locais: o norte e as zonas mais altas estão frequentemente cobertas de nuvens ou nevoeiro, enquanto o sul e o oeste permanecem mais ensolarados. Aconselhamo-lo a trazer várias camadas de roupa para se deslocar de uma zona para outra.
Multidões em El Hierro
El Hierro é a ilha menos turística das Canárias, o que constitui um dos seus principais trunfos. Nunca encontrará multidões, mesmo na época alta. No entanto, o número de alojamentos é limitado, pelo que recomendamos que faça a sua reserva com bastante antecedência, especialmente durante as férias escolares espanholas e nos meses de julho e agosto.
Adaptar o seu itinerário em caso de chuva
A chuva raramente afecta toda a ilha de uma só vez. Se o norte está nublado, o sul está frequentemente limpo, e vice-versa. Se o tempo estiver geralmente mau, os museus são uma boa alternativa: o Ecomuseu da Guiné, o Museu do Vulcanismo e o Lagartário mantê-lo-ão agradavelmente ocupado. Pode também optar por uma visita guiada a um tubo vulcânico junto ao Ecomuseu. As aldeias de Valverde e La Frontera também podem ser visitadas com chuva, e algumas florestas, como La Llanía, são mais atmosféricas com tempo chuvoso. Achámos que a neblina dava um encanto extra à floresta de loureiros.

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